Fechando as atividades do Palco Sunset, Mike Patton apresentou-se com o álbum Mondo Cane, acompanhado da Orquestra Sinfônica de Heliópolis. O show começou com mais de uma hora de atraso, depois do NX Zero ter deixado o Palco Mundo.
O projeto de Patton combina música erudita italiana ao rock'n'roll, mas o principal atrativo é com certeza a performance surtada do vocalista do Faith No More, seus olhares alucinados e cara de louco. Altamente performático, o cantor às vezes parecia um caricato apresentador de cabaré (especialmente com aquela trilha sonora), já que estava de terno e seu já tradicional cabelo lambido para trás. Pulava, se agaixava, interagia com a orquestra, com seus músicos e com a plateia, fazendo um dos shows mais agitados e teatrais daquela noite.
Nota: 9Palco Mundo:
Os primeiros acordes de rock mais pesado no festival vieram com Stone Sour, que abriu seu show com "Mission Statement". Corey Taylor mostrou-se muito carismático e atencioso com a plateia, xingando-a de vários palavrões em inglês, para o delírio de todos (afinal, não há carinho mais rock'n'roll do que chamar seus fãs de "little motherfuckers").
O grande destaque do show foi, realmente, o Corey Taylor, que também é vocalista da banda Slipknot. Taylor demonstrou ter uma presença de palco incrível, e uma energia aparentemente inesgotável, pulando, gritando e cantado durante toda a apresentação, levando o público a loucura. Nem mesmo a chuva que caiu durante a terceira música, "Made of Scars", o impediu! Ele simplesmente ignorou o aguaceiro que caía, e continuou o show, arrancando mais aplausos da platéia.
Nota: 10
Capital Inicial
Devo confessar que nunca gostei muito de Capital Inicial, mas após o show da noite passada, virei fã de carteirinha!
A apresentação deles foi, simplesmente, fantástica! Dinho Ouro Preto, ao exemplo de Corey Taylor, se mostrou um cara extremamente enérgico e simpático, entregando uma apresentação completamente alucinada (no bom sentido, é claro!)
O pontos altos da apresentação (que não teve pontos fracos) foram, com certeza, quando eles cantaram "Shoul I Stay or Shoul I Go", do The Clash, e "Que País é esse?". Na última, Dinho ganhou o meu respeito, e, acredito que de muitos também, dedicando a música a ninguém mais, ninguém menos que José Sarney, e fez a galera cantar numa empolgação absurda.
Como diria o próprio Dinho: Do Caralho!
Show perfeito!!! Parabéns Capital Inicial, muito bom mesmo... mas ainda não bate o Stone Sour do Cory Taylor!
O grupo demorou alguns minutos para voltar para o bis, que começou com uma performance do baterista Chad Smith e do percussionista Refosco, com uma transição ritma que incluiu até batidas de funk carioca. A banda toda voltou com "Around the World", "Blood Sugar Sex Magik" e encerrou a noite com a agitada "Give It Away", fechando com chave de ouro um dos melhores dias da história do Rock In Rio! Um encerramento mais do que digno para um dos maiores festivais de música do mundo!
Nota: 1000000........





