Autores : Giovanna (Admin) , Breno, Vinicius, i$@¢ e Marie L'amour
Mostrando postagens com marcador Críticas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Críticas. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de outubro de 2011

[Crítica] Um Olhar do Paraíso

" Um Olhar do Paraíso" foi lançado em 2010 com direção do neozelandês Peter Jackson ( O Senhor dos Aneis) e com Steven Spielberg na produção. O título original do livro e do filme, “The Lovely Bones” traduzido como “restos angelicais”, não se refere apenas aos restos mortais de Susie, mas também à trama que une e separa as pessoas. Stanley Tucci, que interpretou George Harvey foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante por este trabalho.
 O filme conta a história de Susie Salmon (14 anos), que foi estuprada e assassinada pelo vizinho serial killer George Harvey, quando voltava da escola. Mas algo estranho aconteceu e ela passa a observar  a família de um lugar entre o céu e a terra. A menina assiste à dissolução de sua família e como eles passam a agir depois de sua morte. O pai Jack, fica obcecado por vingança, a mãe vai embora de casa, e sua irmã tenta continuar sua vida, mas depois acaba indo atrás do assassino. O filme é um drama, adaptado do livro “Uma Vida Interrompida”, da norte-americana Alice Sebold, lançado em 2002.
 O filme que tinha tudo para ser hipnótico exagera nos efeitos visuais, a história é interessante, porém com muitos clichês visuais. Também há um excesso de narração em off, o diretor não deixa as imagens falarem por si próprias e insiste em colocar narrações para explicar melhor para o público o que está acontecendo.
Assim como ocorre em “Crepúsculo dos Deuses”, o filme tem a história contada por um narrador “morto”. O roteiro acerta no clima e no suspense. O filme também acerta em não mostrar aquele lugar comum com nuvens e pessoas vestidas de branco, no pós-morte. Invés disso o lugar reflete os sonhos e medos da menina.
 Uma das minhas cenas favoritas são os barcos engarrafados se quebrando na praia, uma imagem visualmente linda e também a cena em que Lindsey, irmã de Susie, invade a casa de George em busca de algo que o ligue a morte de sua irmã. E como George já havia pensado em matá-la, mas teve o plano frustrado, a cena causa um certo suspense sobre o futuro da garota.
 O filme que se passa nos anos 70 tem o azul e o amarelo predominando. Quando Susie foi morta estava com uma jaqueta azul e uma calça amarela, o livro de fotos azul, o papel de parede amarelo, nas cenas pós-morte (o mar e a areia, o campo e o céu) e até mesmo o cabelo descolorido e a lente de contato azul de Stanley. Será que há alguma intenção por trás da escolha das cores?
"Uma vida longa e feliz" a todos nós é o que deseja Susie no fim do filme. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Separados Pelo Casamento [Crítica]


O tema divórcio, não é muito explorado pelos filmes. É um tema pelo qual os americanos não se interessam muito. Uma exceção é o filme Kramer vs. Kramer da década de 70 que arrecadou vários Oscars. Porém de lá para cá poucos filmes foram lançados e nenhum ganhou tanto destaque. Portanto é curioso como o filme " Separados Pelo Casamento" teve tanto sucesso e arrecadou tanto dinheiro. Lançado em 2006, o filme conta a história de um casal (Brooke e Gary ) que querem se separar, o único problema é que nenhum dos dois quer deixar o apartamento.Assim começam a demarcar o território de cada um e, paralelamente, iniciar uma guerra para expulsar o ex-parceiro do local.
 Estrelado por Jennifer Aniston e Vince Vaughn, o filme se diz uma comédia romântica mas para mim é um estudo sobre a falência do casamento como instituição, com uma pitada de drama que pode fazer algumas pessoas ( Parecidas com a Marie L'amour) chorar.
A idéia do roteiro foi de Vince Vaughn, ele alem de atuar também produziu o longa. Ele recentemente deu uma alavancada repentina na carreira, consolidando-se como comediante no mercado. Seu personagem conquista logo da cara a simpatia do espectador, quando o filme mostra o primeiro encontro entre os dois. 
 Depois de passar uma sequência de fotos, o filme pula para ambos já casados, e uma pequena briga envolvendo os limões ( Brooke mandou ele comprar 12 e ele so comprou 3) e isso evolui para uma briga ainda maior depois do jantar. Chega o fim do casamento porém nenhum dos dois quer sair do apartamento então a sala passa a ser o quarto de Gary e o quarto do casal , o quarto de Brooke o resto da casa seria um espaço em comum. A partir daí um passa a infernizar a vida do outro. Gary compra uma mesa de sinuca e a instala na sala de jantar, Brooke traz homens para sua casa para tentar fazer ciúmes em Gary, que para revidar marca um strip poker em sua casa, entre outras situações.
 O filme é bom, consegue arrancar algumas risadas, é um exemplo de filme que não aposta em coisas bobas, mas sim na inteligência. Ele mostra situações reais, pois afinal que mulher não quer um marido que ajude nas atividades domésticas e que marido não quer assistir jogos de futebol e ter uma mesa de bilhar em casa. É realmente uma história criativa, tenho que parabenizar os novatos Jeremy Garelick e Jay Lavender além do próprio Vince Vaughn que escreveram juntos o roteiro. O final é excelente por que está fora dos clichês do gênero . E a maturidade não faz mal a ninguém!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

[CRÍTICA] Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2




Voltando para Londres após procurar sem sucesso um lugar para morar em Manchester, J.K. Rowling criou em sua mente (no momento só na mente, já que não tinha papel nem caneta) um personagem que mudaria o curso da literatura juvenil. O trem em que ela viajava quebrara e Joanne utilizou-se desse momento para criar o que viria a ser um sucesso mundial.

Assim nasceu Harry Potter, um dos maiores fenômenos literários de todos os tempos. Tendo seu primeiro volume publicado em 1997, a série do bruxinho consegui conquistar milhões de leitores, tanto crianças quanto adultos. Não demorou muito para que o cinema quisesse tirar proveito desse sucesso, sendo que, em 2001, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" estreou nas telas do mundo todo. O filme foi incrivelmente bem recebido (é a 11º maior bilheteria da história), dando espaço para que a série continuasse nos cinemas. Agora, em 2011, vinte e um anos após sua criação (e quatro após a publicação do último livro), "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" chega com a tarefa de encerrar a série cinematográfica. Mas será que esses dez anos de espera valeram a pena? Será que o filme chega aos pés da obra que originou? Será que o filme encerra com dignidade a série?

Eu, então, fico orgulhoso de poder responder que sim! "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" é o filme que todo fã sonhou.



Como algo tão que começou tão inocente tornou-se tão devastador? Preparando-me para o final de sua cinematográfica saga (sim, o termo aqui se aplica), revi todos os passos de Harry Potter nas telas. O vi aprender sobre o mundo dos bruxos, despertar para sua verdadeira natureza e, enfim, compreender que aquele mundo não era só feito de aventuras e desafios mágicos a serem vencidos, mas de escolhas difíceis a serem tomadas.
O mal existe e, com ele, a guerra não tardou, trazendo pesares e tristezas que chegam a seu clímax em “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2″. Sem reapresentar personagens ou situações, o longa se ocupa em fechar as pontas soltas e se aprofundar mais ainda na alma daquelas figuras que vimos florescer em nossas imaginações na última década.
A história chega ao fim em meio a um clima que não pode ser dissociado do cotidiano europeu durante a Segunda Guerra Mundial. O Mundo da Magia fora conquistado por Voldemort e seus supremacistas. O Ministério e Hogwarts se transformaram em versões sombrias do que eram no tempo em que Harry vivia no armário debaixo da escada, se tornando instituições comandadas por seguidores fanáticos de um líder totalitário ensandecido. Harry, Hermione e Rony se incumbiram de destruir as horcruxes restantes para, finalmente, tornar Voldemort um mortal e tar alguma chance de acabar com seu reino de terror.

São várias cenas de ação separadas pelos momentos de drama pessoal de Harry Potter (Daniel Radcliffe, em seu melhor momento), que precisa lidar com a consciência de que seu levante contra as forças de Voldemort (Ralph Fiennes, excelente como sempre) está matando seus amigos. Para cada vitória, cada Horcrux encontrada e eliminada, ele se despede de um aliado. Tais momentos são verdadeiros em emoção - funcionam para o fã (ouviam-se soluços na exibição a cada instante desses), mas também ao "trouxa" - e são bem-sucedidos ao explorar ótimos personagens esquecidos dos filmes anteriores. A Professora McGonagall (Maggie Smith), por exemplo, tão importante nos primeiros filmes e relevada aos bastidores nos mais recentes, assume posição de destaque, assim como Neville Longbottom(Matthew Lewis), o professor Flitwick (Warwick Davis) e tantos outros.
O filme, conduzida com esmero porDavid Yates, é irretocável. Desde a invasão do Banco de Gringotes, em que a representação do dragão é inspiradíssima (uma verdadeira aula de como se contar uma história através dos detalhes), até a mobilização da defesa da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Nela, estudantes e professores se estruturam em determinada expectativa pelo ataque dos exércitos de Voldemort, que atacam em sequências de batalha muitas vezes violentas e sem receio de mostrar cadáveres e sangue (tanto que por pouco a classificação etária do filme no Brasil não subiu para 14 anos). Tudo em um ótimo, ainda que convertido, 3-D estereoscópico que trabalha muito bem a ambientação e os momentos de deslumbramento.

Através da magnífica fotografia de Eduardo Serra, que equilibra luz e sombras de uma maneira não menos que espetacular, acompanhamos aquele castelo magnífico se transformar em um campo de guerra em ruínas e aquelas outrora crianças ascenderem ao heroísmo. Não por suas proezas em combate, mas pela força de seus corações. Corações esses que serão partidos por perdas brutais e a revelação de um herói até então desconhecido, movido apenas por um amor que, embora não correspondido, nunca deixou de existir.
Depois de o caminho ser trilhado por tanto tempo por diretores como Chris Columbus, Alfonso Cuarón e Mike Newell, cada um dando seu próprio toque aos filmes, aqui David Yates (que dirige desde Ordem da Fênix) finaliza perfeitamente tudo com uma sensatez exuberante. A maioria das cenas são fortemente impactantes e o cineasta ainda consegue, mesmo com toda a correria, apresentar em alguns momentos um forte senso de humanitarismo, vide a parte em que o dragão cego de Gringotes, após sofrer acorrentado dentro do banco e conseguir fugir com o trio, para por algum tempo pra respirar o ar puro pelo que seja, talvez, a primeira vez em sua vida.



Um elenco impecável premia essa conclusão. Daniel Radcliffe pouco lembra o garotinho que tentava passar alguma emoção nos primórdios da saga, encarnando um Harry cada vez mais seguro, mas que deixa transparecer momentos de pânico ao perceber seu possível destino. Do trio, Rupert Grint foi o que mais evoluiu. De um careteiro histriônico, seu Rony se tornou uma verdadeira rocha, mesmo com seus momentos de humor. Emma Watson exala beleza e graça como Hermione que, mesmo representando a “razão”, acaba sendo a mais passional dos três.
Ralph Fiennes mostra por que fora chamado para encarnar Voldemort, revelando mais e mais do vilão em uma gama impressionante de emoções. Mesmo sob toda a maquiagem, o ator exibe um alcance. Quando fragilizado, Tom Riddle se torna mais assustador e imprevisível. Ao matar um de seus capangas por ousar falar no momento errado, enxergamos a ira e o medo por trás daquele gesto, não sendo uma mera muleta de roteiro para mostrar “como o vilão é mau”.
Michael Gambon retorna brevemente como o sereno Alvo Dumbledore, não mais uma presença física para Harry, mas com sua influência sendo sentida a todo o momento. Vale a pena fazer um pequeno parêntese sobre a omissão no filme de certos detalhes sobre a biografia de Dumbledore presentes no livro de J.K. Rowling. Espertamente, o roteiro de Steve Kloves aborda isso com simplicidade ao afirmar que não interessa para a história o homem que Dumbledore era antes de Harry o conhecer.
E o que falar de Alan Rickman? O ator, que conheci como o deliciosamente maligno Hans Gruber em “Duro de Matar”, aparece apenas em momentos-chave de “As Relíquias da Morte – Parte 2″, mas suas aparições são verdadeiros tesouros. O arco de Snape neste fechamento nos faz querer rever todos os filmes da saga novamente, só para que possamos acompanhar cada lance desse verdadeiro mestre, não apenas da magia, mas do ilusionismo. Um personagem complexo e fascinante.
A direção de arte ficou mais competente do que nunca, afirmo até que fora um filme ou outro de Tim Burton, e outros como Desventuras em Série e filmes desse tipo, nenhum outro filme se compara em direção de arte com os últimos Harry Potters, chegando ao ápice nesse último filme da saga. A maquiagem também está perfeita, assim como os efeitos sonoros. E os efeitos especiais são os melhores vistos desde que... inventaram o cinema, tudo esta perfeito na produção e na técnica e ao lado de Senhor dos Anéis, Harry Potter alcançou o nível de melhor franquia em quesitos técnicos da história.
O filme ainda é coroado pela maravilhosa trilha sonora de Alexandre Desplat, que se utiliza de temas tocados nos outros capítulos da saga para nos trazer uma sensação de nostalgia absolutamente necessária, ao mesmo tempo em que nos traz também composições mais melancólicas, que refletem os momentos desesperadores deste ato final.


HPDH2-06525

O epílogo deixa claro que a inocência e a alegria são transmitidas através das gerações. Sim, crescemos, mas as alegrias da infância perduram nos nossos filhos, tornando-as eternas. É o que faz valer toda a dor do crescimento, saber que, um dia, nossos filhos poderão saborear uma infância tão mágica e amigos tão fiéis quanto os que tivemos.
Ao final, temos a mesma sensação de paz que Harry tem ao olhar para todos depois da longa batalha. Qual é a dor do fim? É bem forte. Quando vemos a última cena do Epílogo, temos uma sensação de enorme vazio, mas aí olhamos para o lado e vemos fãs que nem a gente, chorando e soluçando, e percebemos que enquanto os filmes acabam, nossa paixão sempre existirá. Relíquias da Morte: Parte 2 é o filme que todo mundo sonhou. É fiel, do começo ao filme, surpreende, emociona e muito. Foi uma das melhores experiências da minha vida poder chorar por lembrar de tudo que a série me proporcionou.
Durante esses dez anos de “Harry Potter” nos cinemas, eu cresci com o jovem mago. Saí da infância para a adolescência junto dele, Rony e Hermione. Foi uma experiência incrível, cheia de reviravoltas e emoções. Será algo que milhões de fãs ao redor do mundo poderão guardar para sempre. Despedi-me de meus amigos sabendo que poderei revisitá-los quando quiser, através dos ótimos filmes pelos quais nos conhecemos.

Só o que resta a dizer é obrigado Alfonso Cuaron por ter inovado uma série que não parecia ter um grande futuro artístico, obrigado Mike Newell por ter nos brindado com um bom capitulo no melhor estilo High School possível, obrigado até mesmo a Cris Columbus que apesar de tudo iniciou essa franquia de uma forma quase satisfatória. Obrigado a Steve Kloves que mostrou uma dedicação incrível e fez o melhor que pode em todos os sentidos para a série, e obrigado principalmente a duas pessoas: primeiro David Yates por ter dado a visão definitiva, sombria e realista do que é Harry Potter nos cinemas e por ter nos dado os melhores filmes de fantasia dos últimos anos, e por último obrigado a maravilhosa J.K.Rowling, pois sem ela nada disso seria possível.

Adeus Harry Potter, sentiremos saudades!



(10 caveiras, porque 5 seria muito pouco)

sábado, 3 de setembro de 2011

[CRÍTICA] Pânico 4

Por Breno Buswell
Com o fim dos anos 80, os filmes de serial killers entraram em franca decadência. Após várias sequencias risíveis de 'Sexta-Feira 13’, 'A Hora do pesadelo' e 'Halloween', os filmes de terror tiveram uma queda de qualidade, e o gênero foi limado das telas do cinema.
Em meados dos anos 90, eis que surge um novo terror, citado pela Variety antes de sua estreia como ‘D.O.A’ (Dead on Arrival, gíria para ‘futuro fracasso nas bilheterias’). Era 'Pânico' (Scream, 1996), dirigido pelo mestre do terror Wes Craven ('A Hora do Pesadelo') em parceria com o roteirista Kevin Williamson, até então desconhecido.
‘Pânico’ não obteve grande sucesso em sua estreia, mas o boca a boca positivo fez o filme crescer nas semanas seguintes, e arrecadar US$ 103 milhões nos EUA. Era um fenômeno de bilheterias, e o começo de uma nova era para o terror, que rendeu vários frutos e um novo subgênero. Vieram duas sequências do original, e derivados como 'Eu sei o que vocês fizeram no verão passado 1 e 2', 'Prova Final', 'Lenda Urbana', entre outros.

Quando o primeiro filme da franquia Pânico foi lançado em 1996, o que mais chamou a atenção do público foi a maneira como o longa conseguiu juntar ao mesmo tempo os sustos comuns nos filmes slash e uma paródia-crítica aos filmes do gênero, ressaltando seus clichês e fórmulas, culminando assim em um interessante e divertido exercício de metalinguagem. Além disso, o original possuía uma linha de raciocínio lógica e uma trama que foi mantida como base para a existência das duas continuações, resultando em uma trilogia que se fechava em si mesma. Dessa forma, muitos fãs se perguntavam como a série continuaria mantendo sua lógica depois de um ciclo fechado com a criação do que promete ser uma nova trilogia. O resultado, porém, eleva ainda mais o nível da história de Sidney, Gale e Dewey, os sobreviventes dos primeiros três filmes.

Em 'Pânico 4', Sidney Prescott (Neve Campbell) agora é autora de um livro de auto-ajuda, e retorna para Woodsboro na última parada de sua turnê para promover o lançamento. Lá, ela reconecta-se com o sherife Dewey (David Arquette) e Gale (Courteney Cox) - agora casados - assim como sua prima Jill (Emma Roberts) e sua tia Kate (Mary McDonnell). A volta do Anjo da Morte - apelido que os jovens dão para Sidney, por ela estar sempre presente nos assassinatos - também traz Ghostface, colocando toda a cidade de Woodsboro, em perigo.O acerto de ‘Pânico 4’ é trazer seu elenco original. Ao contrário de outras franquias de terror, como ‘Sexta-Feira 13’ e ‘Jogos Mortais’, o vilão não é o protagonista. Neve Campbell volta a desempenhar de maneira louvável o papel da protagonista Sidney, que usou os 10 anos em que esteve livre do maníaco mascarado para se reinventar e deixar de ser vítima (sem sucesso, claro). A atriz parece tão familiarizada com a personagem, que entrega a sua melhor atuação na franquia.
Courteney Cox volta a viver a repórter Gale Wheathers, em uma boa atuação. David Arquette também retorna, como o desengonçado Dewey. É muito prazeroso revisitar estes personagens e atores após 10 anos.
Dentre os novos sangues na franquia, destacam-se Emma Roberts e Hayden Paniettiere. Roberts parece um pouco perdida no início do filme, mas logo embala no ritmo e nos brinda com uma atuação incrível no final. Já Paniettiere é a grande estrela: rouba todas as cenas, além de entregar algumas das melhores falas.
É irônico que toda a campanha de divulgação do filme fale em "nova década e novas regras", porque, no fundo,Pânico não muda em nada. Ghostface continua tendo uma mira péssima - a "facada no ombro", como tudo, é repetida até virar piada autoreferente - e Dewey (David Arquette), que tem uma mira pior, nunca se dá ao trabalho de perseguir o maníaco, embora não esteja mancando mais. Aliás, Arquette visivelmente sofreu com a instabilidade do roteiro. Ele passa meio filme sem saber para onde vai sua viatura.
As tais novas regras só se aplicam ao motif do assassino. Os primeiros filmes faziam graça, diziam que nem todo maníaco precisa de motivos, mas o fato é que a franquia sempre os dá. Talvez o motif de Pânico 4 seja o mais consistente da série - está em sintonia com a "nova década", em que "o sadismo é a nova sanidade", e não parece solto no ar, como o motivo de Micky em Pânico 2.
Sadismo, de qualquer forma, sempre foi elemento essencial na franquia. Craven reinventou o medo em A Hora do Pesadelo, mas a série Pânico lida muito mais com a expectativa do susto - com toda a comicidade que isso implica, neste caso - do que com o medo. Repare, por exemplo, que raramente a câmera nos coloca no ponto de vista subjetivo de Ghostface. É uma das regras do gênero pós-Halloween (aquelas câmeras em primeira pessoa, tremidas atrás do arbusto), mas Craven prefere a câmera objetiva. É o sádico que não se envolve.

Dez anos após o mediano terceiro filme, a franquia mostra que tem sobrevida. ‘Pânico 4’ é o segundo melhor filme (perdendo apenas para o original), e prova que o diretor Wes Craven ainda pode ser chamado de mestre do terror.
Trazendo uma conclusão (por conclusão leia-se “identidade do Ghostface + motivo”) que perde apenas para o original – as motivações do Ghostface do longa de 96 eram um pouco mais surpreendentes, bem boladas e menos moralistas –, Pânico 4 veio para resgatar a ideia de que o que filmes de terror precisam é apenas de um roteiro e história bem estruturados e atuações que ultrapassem os berros. Porém, é como Sidney diz lá pelas tantas do filme: “O remake nunca supera o original”.
Com bastante humor negro, cenas de morte muito bem elaboradas (com muito, muito sangue) e um final digno de aplausos, ‘Pânico 4’ consegue se reinventar e ainda manter aquilo que a trilogia inicial tinha de melhor.

sábado, 20 de agosto de 2011

Noivas em Guerra [Crítica]

Noivas em Guerra (2009), é um filme que conta a história de duas amigas de infância interpretadas pelas talentosíssimas Kate Hudson (Liv) e Anne Hathaway (Emma). A primeira é egocêntrica e durona já a segunda é muito prestativa e boazinha. Apesar das duas serem totalmente diferentes elas se manteram unidas a vida inteira. Elas crescem com um sonho de se casar no Plaza Hotel em Nova York. O filme é do mesmo diretor de "De Repente 30" , Gary Winick, apesar da pouca experiência ele é famoso por suas comédias familiares.
Aos 30 e poucos anos ambas são pedidas em noivado, mas a "guerra" começa quando por um erro da secretária da planejadora de casamentos os casórios das duas são marcados no mesmo dia e como uma seria a madrinha da outra uma teria que desmarcar. Mas, nenhuma das duas queria abrir mão pois a próxima data disponível estava muito longe.
Tenho que destacar a participação de Candice Bergen que interpretou a cerimonialista Marion St. Claire e a narradora. Há também Kristen Johnston interpretando Deb, uma professora maluca que usa Emma sempre que pode para fazer suas tarefas no trabalho.
 O filme é divertido mas creio que so agrada as mulheres e mesmo assim, nem todas. O roteiro peca um pouco na hora de fazer comédia, mas o enredo é criativo, basicamente é uma sequência de situações envolvendo a disputa das duas, como quando uma sabota o bronzeamento artificial da outra deixando-a laranja e esta por sua vez sabota a tinta de cabelo da amiga deixando azul .


PS: Eu particularmente gostei do filme e ele conseguiu tirar algumas risadas de mim. Eu me identifiquei muito com a Liv e acho que a Marie L'amour vai se identificar com a Emma. XD

terça-feira, 2 de agosto de 2011

[CRÍTICA] Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1



Por Breno Buswell Braga

Em meio a uma guerra que está devastando seu mundo, um jovem se agarra a seu rádio buscando notícias de sua família, ou ao menos encontrando conforto em saber que não existem más novas. Esta cena, que poderia se encaixar em qualquer filme sobre a Segunda Guerra Mundial, marca o tom deste sétimo capítulo da saga do outrora “menino que sobreviveu”.

Se Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi o início da "trilogia" que vai encerrar a maior franquia cinematográfica de todos os tempos, Harry Potter e as Relíquias da Morte, apesar da Parte 1 do título, é o meio. Sendo assim, fica difícil analisá-lo com os mesmos critérios normalmente empregados em críticas cinematográficas. Como fragmento de algo maior, este Harry Potter simplesmente não se sustenta como entretenimento casual, com começo, meio e fim. Para apreciar Relíquias da Morte - Parte 1 é preciso ser devotado à franquia.
Referências a um sem-fim de detalhes dos outros filmes - e livros -, todas imprescindíveis para a compreensão deste capítulo, tornam esta uma experiência totalmente dedicada aos fãs. Há quem entenda isso como uma aberração cinematográfica, mas definitivamente esta produção não é voltada a esse tipo de público. É justamente o respeito às pessoas que estão há uma década ao lado de Harry, Ron e Hermione, algumas que, literalmente, cresceram ao lado do trio, o que torna este filme tão especial.

A decisão de dividir o último dos livros da saga Harry Potter, um dos maiores em volume, em dois filmes, ainda que funcione maravilhosamente bem dentro das intenções mercadológicas da Warner Bros., é excepcional em termos de fidelidade narrativa ao material original. Com 2h30 de duração para cobrir 60% do livro, a adaptação tem tempo de sobra para levar os acontecimentos do romance às telas sem os atalhos que os demais filmes se acostumaram a fazer.
Ainda que entendam perfeitamente seu público-alvo, o diretor David Yates e o roteirista Steve Kloves, pela terceira e sexta vez na série, respectivamente, não se acomodam no que comprovadamente funciona para essas adaptações ou limitam-se em entregar o esperado. Uma das preocupações que mais devem ser exaltadas na sérieHarry Potter é justamente esse crescimento contínuo. Cada um dos responsáveis pelos filmes deu aos fãs um pouco mais de qualidade cinematográfica, desenvolvendo conforme as histórias ficavam mais complexas e discutiam temas mais densos, e Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 mantém essa tendência.

Raiva, angústia, medo, ciúmes e solidão se misturam de maneira explosiva ao fervor da adolescência. Sim, temos cenas de ação e perseguições, mas até estas são bem mais pesadas, incluindo elementos como tortura (até de um dos personagens principais) e mortes inevitavelmente dolorosas. Yates sabe o quanto Harry cresceu desde que era o garoto no armário da escada, fazendo com que ele e seus amigos passem por um verdadeiro inferno rumo à maturidade.
O cineasta compreende que a audiência ficou mais madura no decorrer desta jornada, portanto não usa luvas de pelica. A linguagem visual e narrativa é a mais sofisticada dos longas da franquia, com um clima de urgência e tensão quase ininterrupto durante os 146 minutos da fita. Câmeras de mão são frequentemente utilizadas para ressaltar o estado emocional dos personagens, bem como planos longos e contemplativos. A inserção de uma animação que mostra a história das relíquias da morte, um dos pivôs da trama, também era algo arriscado e que poderia destoar do clima do filme, mas funciona muito bem.

A direção de fotografia do português Eduardo Serra está lá para ressaltar o quão frio e morto aquele mundo se tornou, em nada lembrando o clima alegre e acolhedor de Hogwarts. A trilha sonora de Alexandre Desplat completa o clima heróico, sombrio e melancólico da película, abrindo passagem por um breve momento para uma música de Nick Cave, uma dança antes do pesar. E essa é talvez uma das melhores cenas de toda a saga.
Nela, ao som da música "O' Children", Harry e Hermione decidem por de lado todas as suas aflições, medos e tristezas para que, mesmo que por um breve momento, relembrem de tempos mais felizes. Dois amigos que perderam as esperanças e que não tem em quem se apoiarem, a não ser neles mesmos. Um momento lindo, que mostra o quão grande é a amizade entre eles. Com certeza uma das cenas mais tocantes da história do cinema.
O tom da adaptação continua sombrio, como Yates já tratava elegantemente a série desde o quinto filme, mas desta vez há sequências ainda mais adultas, violentas e dramáticas, tanto que fica difícil classificá-la como uma fantasia. Há, claro, três ou quatro cenas de ação, mas elas estão muito distantes dos animados embates dos primeiros capítulos da franquia. Entre cada uma delas há longas (corajosamente longas, pensando na grande parte do público acostumado a esse tipo de produção) cenas em que muito pouco acontece além da tensão recorrente da solidão de três adolescentes tendo que, pela primeira vez em suas vidas, assumir as rédeas de seus destinos, sem professores, pais ou responsáveis.
Essa nova realidade, distante dos muros protetores de Hogwarts, dá ao trio protagonista (Daniel Radcliffe,Emma Watson e Rupert Grint) seus melhores momentos na série como atores. Especialmente Grint, que enfim consegue deixar de ser o amigo-alívio-cômico para disputar de igual para igual com Radcliffe o foco da atenção. Não é por acaso que Martin Scorsese andou dizendo que o ruivo é o "próximo Leonardo DiCaprio". Ele realmente aprendeu a atuar.
Mas a força do trio vem de Hermione. Rony coloca isso muito bem ao falar para Harry que eles não durariam muito tempo sem ela. Emma Watson, centro emocional do filme, retrata bem quão devastada a “melhor aluna da sala” está, presa em um momento histórico que lhe obriga a apagar da memória de seus pais sua própria existência para salvar-lhes a vida. Hermione se vê dividida entre o que sabe ser certo e os próprios sentimentos e as lágrimas que Emma Watson derrama mostram o potencial da jovem atriz.
No final, a despeito de toda essa desesperança, a inocência surge como uma luz no fim do túnel, embora tenha um alto preço a ser pago para se viver e lutar mais um dia. “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1″ prepara muito bem o tabuleiro do jogo para um clímax inesquecível.


domingo, 31 de julho de 2011

[CRÍTICA] Atração Perigosa




Por Breno Buswell Braga

O cinema hollywoodiano atual tem oferecido alguns títulos policiais de medianos para fracos atualmente. A cidade de Boston, com sua violência urbana, é o cenário de Os Infiltrados, uma das boas exceções dessa leva. A metrópole parece dar sorte para os filmes e também serve de locação para Atração Perigosa (The Town).

Ben Affleck quer uma segunda chance. O ator que saiu de Massachusetts para ganhar um Oscar de melhor roteiro original em 1998 por Gênio Indomável já havia passado no teste da direção com Medo da Verdade (2007), mas é agora, com Atração Perigosa, que Affleck não só dirige como protagoniza, que o desafio se impõe de verdade.
Não por acaso, é uma trama passada em seu estado natal, uma trama de segundas chances. A adaptação do romance The Prince of Thieves, de Chuck Hogan, começa dizendo que nenhuma vizinhança de Boston gera mais assaltantes de banco e carros blindados do que o pequeno bairro de Charlestown. Em Boston, nem todo descendente de irlandês vira policial ou bombeiro. Alguns passam de geração a geração o ofício da contravenção.


Não é algo novo. Hollywood se aperfeiçoou em usar a atividade criminosa como metáfora de reminiscências familiares e sociais. Desde o auge do cinema de gangster com Vencido pela lei(1934) até a edificação de Nova Iorque pelo olhar de Martin Scorsese em Gangues de Nova Iorque (2002). Ben Affleck vem, com brilhantismo, prestar sua contribuição ao filão. Atração perigosa é um filme autoral que não se esquiva da necessidade de se mostrar comercial, já que é um produto de um estúdio regido por uma lógica capitalista. Transitar com habilidade e manter-se invicto ante essa dualidade é, sem dúvida, o maior mérito de Ben Affleck que, aos poucos, deixa de ser um diretor promissor para figurar na lista dos diretores interessantes.

Affleck se mostra um competente diretor de cenas de ação (ainda que o vício dos filmes de assalto de cometer sempre um último golpe torne Atração Perigosa um pouco mais longo do que deveria) e tem obviamente, por afinidade, um bom olho para filmar Boston, seus rostos e seus sotaques. A influência católica na cidade se faz sentir sem ser pesada (na reunião dos narcóticos anônimos, nos disfarces de freira) e a forma esperta como a história prévia é revelada - em dois níveis colados, primeiro Doug falando de sua família a Claire, depois o FBI expondo o "lado B", com a ficha corrida da família - não deixa a narrativa se banalizar.


O galã é frequentemente criticado por suas atuações, que muitas vezes são bem canastronas. Em seu próprio filme ele não compromete, mas o grande feito do elenco está na performance de Jeremy Renner (Guerra ao Terror). Ele interpreta muito bem Jem, o esquentado amigo e companheiro de crime do protagonista. O sotaque de Boston foi uma das maiores preocupações e ajuda a criar a atmosfera, para quem curte filmes legendados.
Com um Oscar de roteiro em sua bagagem (Gênio Indomável), Atração Perigosa prova que na direção Affleck também tem talento. O filme avança com uma pegada correta e consegue que a plateia simpatize pelo ladrão sem que tenha de odiar os policiais, chefiados pelo personagem bem interpretado por Jon Hamm (O Dia em que a Terra Parou).O roteiro sabe usar bem seus personagens e cria situações autênticas. O desfecho também merece elogios pela inteligência e o timing. Atração Perigosa termina em um ponto ideal para que se compreenda o destino daquelas pessoas, mas mantém algumas questões abertas para que o espectador as complete.


Atração Perigosa chega ao fim com dignidade. Affleck não é nenhum Don Siegel, um Martin Scorsese ou um Michael Mann, mas em suas mãos - assim como esses diretores souberam dar vida a San Francisco, Nova York e Los Angeles em seus policiais - Boston é um canteiro fértil.





terça-feira, 26 de julho de 2011

[Crítica] Uma Linda Mulher

Uma linda mulher é um filme americano lançado em 1990. O filme conta a história de uma prostituta que conhece por acaso um milionário. Edward contrata Vivian por uma semana, porém acaba se apaixonando por ela. Ela acaba se transformando em uma mulher elegante e passa a acompanhá-lo em compromissos sociais. Porém o amor deles enfrenta um grande preconceito da sociedade pelo fato dela ser uma prostituta.
 O filme foi responsável por alavancar a carreira de Julia Roberts (Vivian Ward). E fez com que a música “ It Must Have Been Love” da banda Roxette se torna-se conhecida em todo o mundo, e virasse um fenômeno nas rádios! 
 A trilha sonora é inesquecível, as músicas foram muito bem escolhidas e foram próprias para cada momento. A cena embalada pela música tema do filme , Pretty Woman, se tornou uma das mais conhecidas na história do cinema. A cena em que Edward toca piano é realmente verdadeira. Richard Gere toca divinamente bem e a música foi composta por ele mesmo para essa cena. 
 Julia Roberts e Richard Gere tem uma química fantástica e envolvente. No filme o que era antes físico vai dando espaço para os sentimentos. Este romance tem um toque de comédia muito leve. O filme foi muito bem dirigido por Garry Marshall, de “noiva em fuga”.
O roteiro é fraco, porém na época foi muito bem recebido. Digamos que o filme é uma versão moderna da Cinderela.  O público feminino pode se identificar com Vivian, não pela profissão, mas pelos sonhos. 
 O filme é romântico na medida certa, sem ser meloso demais porque isso enjoa. Admirar Richard Gere e seu charme incomparável é um ótimo passatempo, já os homens podem admirar a bela, talentosa e cheia de carisma Julia Roberts. Um clássico que marcou os anos 90. Eu sinceramente adoro esse filme e indico para todos!!! 



domingo, 24 de julho de 2011

[Crítica] Os Pinguins do Papai



Os pingüins do papai (2011), estrelado por Jim Carrey, que faz o papel de um homem de negócios que quer ser sócio da empresa que trabalha. Ele tenta conquistar seus filhos, porém sem muito sucesso. Tudo começa a mudar quando Mr.Popper recebe a herança deixada por seu pai: Um pingüim. 
 Ao tentar devolve-lo ele acaba recebendo outros cinco pingüins. Mr.Popper decide ficar com os animais porque seus filhos ficam encantados por eles e além disso ele ainda consegue uma segunda chance com sua ex-mulher. Mas viver com essas pequenas aves muda totalmente sua rotina.
 Esse filme é destinado à família, ele foi adaptado de um livro infantil de 1938 homônimo escrito Richard e Florence Atwater. Mas não espere uma adaptação fiel do livro porque os roteiristas praticamente esqueceram a obra original para poder criar uma história do século XXI. Uma comédia bem feita e com uma boa produção. Consegue provocar boas risadas, e encanta principalmente quem gosta de animais. É feita uma bela homenagem à Carlitos, os filmes deles são a única coisa capaz de acalmar os pequenos pingüins. 
 Os pingüins são tão doces e engraçados que conseguem fazer facilmente você se apaixonar por eles nesse filme. Pingüins de verdade foram usados em algumas cenas, eles foram treinados e até chegaram a fazer amizade com os atores e a equipe.
O filme conta com um diretor muito bom, Mark Waters o mesmo de “ As Crônicas de Spiderwick” (Que tal a minha próxima crítica ser sobre esse filme?). As caretas típicas de Jim raramente aparecem. 
 Capitão, Fedor, Lesado, Matraca, Bicão e Dengo são os nomes dos pingüins que despertam aquele “ownnnnn” nos espectadores.Há tempos que os filmes usam os animais em filmes familiares para encantar, apostando na fofura e no carisma dos bichinhos, como foi em : Lassie, Marley & Eu, Stuart Little, Beethoven e etc. Se você quer se divertir com seus filhos eu recomendo esse filme! 

"Nenhum pinguim foi ferido neste filme, já Jim Carrey foi bicado sem dó, mas ele mereceu", brinca o aviso nos créditos finais.